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Mapeando as conexões perdidas da cidade

Milhões de pessoas circulando por ruas, avenidas, trens de metrô, indo de um lugar para o outro, apressadas, com a cabeça pensando nos compromissos, no trabalho, nas contas pra pagar… E então um olhar se cruza, um sorriso talvez apareça, quebrando a rotina de correria de dois moradores de uma grande cidade como São Paulo, Londres ou Nova York.

Por alguns poucos segundos, se cria uma conexão entre dois pontos dessa imensa rede de contatos potenciais, habitantes da metrópole. Logo a conexão é perdida, você e a outra pessoa seguem seus caminhos, mas aquele breve momento fica marcado. Você fica pensando: quem era ela, o que fazia da vida, quais eram seus sonhos, seus gostos? Talvez o livro que ela carregava desse uma pista. “Jogos Vorazes”? “Os Homens que não Amavam as Mulheres”?

Mas bate aquele arrependimento de não ter falado nada, não ter tentado puxar papo, um simples “oi, bom dia!” Agora muito provavelmente vocês nunca mais vão se encontrar, certo? Não há geolocalização, GPS, smartphone com Google Maps, que faça você encontrar de novo aquela pessoa que por um momento chamou sua atenção. E se ela fosse a mulher da sua vida? Agora você nunca saberá…

Bem, um projeto criado em Nova York pela dupla de artistas Lisa Park e Adria Navarro pretende reconectar essas “conexões perdidas”. Através de adesivos que imitam aqueles balõezinhos de marcadores do Google Maps, com uma mensagem para a pessoa que você encontrou, queria dizer oi mas não conseguiu, colocada no lugar do encontro, você pode tentar se reconectar.

É só entrar no site do projeto I Wish I Said Hello, clicar em participar, criar um texto, ilustrar com bonequinhos que representam como você e a outra pessoa estavam no dia do encontro, imprimir o adesivo e colocar no local. E, claro, tirar uma foto e mandar para o site. As “conexões perdidas” podem ser resgatadas a partir de anúncios em redes como a Craigslist, onde abundam mensagens do tipo “garota que encontrei na rua tal no dia tal, adorei o seu sorriso”.

“Achamos que há algo poético nesta esperança desesperada pelo reencontro, mas algo muito irônico em usar a internet como um ferramenta para alcançá-lo. Parece que na era da mídia social, quando estamos supostamente conectados a todo mundo, a rede das conexões perdidas é uma das mais ineficientes. O projeto pretende trazer as histórias destas conexões perdidas de volta ao espaço público na forma de street art. Nosso objetivo não é ser mais uma plataforma para a reconexão, mas sim uma celebração da poesia do dia a dia, um mapa físico de uma rede digital, um comentário sobre o papel da tecnologia na comunicação humana”, dizem os criadores na descrição do site.

Por enquanto o projeto está restrito a Manhattan, e o processo de criar os adesivos é quase artesanal, mas eles dizem estar trabalhando num sistema automatizado e a intenção é espalhar os adesivos das conexões perdidas por cidades de todo o mundo.

A cidade grande é a rede social primordial, que o ambiente virtual tenta reproduzir, mas o aspecto do inesperado, do acaso, de um encontro de olhares na escada do metrô, não pode ser reproduzido digitalmente. Quando você estiver apressado querendo ir de um lugar pro outro no imenso formigueiro que é São Paulo ou outra grande metrópole, lembre-se disso e identifique as conexões perdidas que cruzam seu caminho!

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Keep Calm And Carry On

Com certeza você já deve ter visto este cartaz por aí, impresso em papel ou na tela do computador, na versão original ou nos mais diversos remixes e paródias. Mas por que ele faz tanto sucesso e virou um meme? A história do cartaz “Keep Calm and Carry On” tem mais de 70 anos e é fascinante. A saga começa em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, mas o cartaz só virou uma febre a partir do ano 2000, através da livraria Barter Books, localizada na antiga estação ferroviária da pequena cidade de Alnwick, no norte da Inglaterra.

O dono da livraria, Stuart Manley, encontrou um destes cartazes de design minimalista e uma mensagem motivadora no fundo de um baú com livros antigos comprados em um leilão. Ele a esposa Mary mandaram emoldurar e o colocou na parede da livraria. Os clientes gostaram e começaram a pedir cópias. Como a obra já se encontrava em domínio público, eles começaram a fazer cópias e vender. E logo outros começaram a fazer reproduções e colocar em scanecas, camisetas, mouse pads, etc. Segundo a New York Times Magazine, pelo menos um dele fez um bom dinheiro: o produtor de TV Mark Coop comprou o domínio keepcalmandcarryon.com, por onde vende os mais diversos produtos, entre eles capas para iPhone e iPad, cadeiras de praia e bolsas.

O sucesso cresceu ainda mais com a crise econômica global vivida a partir de 2008, e o cartaz virou um hit em empresas financeiras e agências de publicidade, pela mensagem de resistência em um período turbulento. E como vivemos na era em que tudo vira remix, o cartaz e o slogan foram recriados, reinterpretados e parodiados por milhares de anônimos, se espalhando pela internet e viralizados nas redes sociais. O Keep Calm And Carry On virou Keep Calm and Drink Beer, Keep Calm and Call Batman, Keep Calm And Have a Cupcake, ou que não querem saber de ficar calmos, como Now Panic and Freak Out, Stress Out and Throw Vase e o mais pró-ativo Get Excited and Make Things. Este último foi criado pelo designer Matt Jones, que estava mal humorado quando viu um artigo sobre o fenômeno Keep Calm e achou a mensagem “repleta do fatalismo britânico”. Ele acha que nós temos que inventar o caminho para sair dos problemas, e criou a frase “se excite e faça coisas”.

Da 2a Guerra Mundial à era digital

Mas por que o cartaz foi feito e qual era seu propósito original? No ano de 1939, o governo britânico já via como inevitável uma guerra contra a Alemanha nazista, temor que se concretizou em 1o de setembro daquele ano, quando as tropas de Adolf Hitler invadiram a Polônia, e Reino Unido e França declararam guerra à Alemanha, marcando o início da 2a Guerra Mundial. O período que se seguiu foi um dos mais duros da história britânica, com bombardeios constantes às principais cidades, incluindo Londres, e a ameaça iminente de uma invasão nazista à ilha.

Liderado pelo primeiro-ministro Winston Churchill, o povo britânico realizou uma notável resistência aos avanços nazistas, através dos combatentes e também através da determinação da população civil em continuar desafiadoramente levando a vida apesar dos bombardeios e do medo. O Ministério da Informação fez uma bem-sucedida campanha para levantar a moral do povo, e entre suas ações encomendou uma série de três cartazes motivacionais para serem espalhados pelo país.

O planejamento para a criação dos cartazes começou em abril de 1939, ainda antes do início da guerra. A ideia era fazer um design simples, claro, uniformizado e instantaneamente reconhecível: a mensagem em um estilo de fonte simples, sem serifa, em branco sobre um fundo de cores suaves, e apenas um ícone representando a coroa do rei George VI, dando a entender que era uma mensagem direta do rei aos seus súditos.

O primeiro pôster tinha os dizeres: “Freedom Is In Peril. Defend It With All Your Might” (A Liberdade Está Em Perigo. A Defenda Com Todas As Suas Forças). O segundo trazia a mensagem “Your Courage, Your Cheerfulness, Your Resolution, Will Bring Us Victory” (Sua Coragem, Sua Alegria, Sua Determinação, Nos Trarão A Vitória). Ao todo foram impressas 1,2 milhão de cópias destes cartazes. O terceiro trazia a frase “Keep Calm and Carry On”, e seria distribuído só em caso de uma invasão terrestre da Grã Bretanha pelas tropas nazistas, o que nunca ocorreu. Portanto, o terceiro cartaz não foi distribuído e apenas algumas poucas cópias sobreviveram. Uma delas foi a encontrada por Stuart Manley da Barter Books.

Bex Lewis, professora de História da Universidade de Winchester que fez sua tese de doutorado sobre os cartazes de propagandas britânicos na Segunda Guerra, disse na reportagem do New York Times que na época muitos criticaram o tom autoritário e condescendente dos dois primeiros cartazes que foram distribuídos, e os cartazes produzidos depois tinham um tom mais colorido e focado nas pessoas. Ela conclui, e nós concordamos, que o fenômeno e as milhares de remixes do cartaz, mostram que hoje ninguém mais espera que as autoridades ajustem o significado de suas imagens e slogans, nós simplesmente os fazemos nós mesmos!

Mas não deixa de ser curiosa a história de uma peça de propaganda de guerra criada há tantos anos tenha virado um fenômeno viral na era das redes sociais, não acham? Compartilhem sua opinião conosco nos comentários, e cliquem na imagem no alto do post para ver um vídeo muito bacana sobre a história do “Keep Calm And Carry On”.

Raul Seixas e seus fãs anteciparam as redes sociais

Está em cartaz nos cinemas o documentário Raul Seixas: O Início, o Fim e o Meio, que cumpre a difícil tarefa de contar a história de vida ímpar deste que foi um dos maiores artistas populares do Brasil. O filme foi bem recebido pela crítica e pelo público pela maneira franca como aborda os problemas e o talento do “Maluco Beleza”. Através de entrevistas com familiares, amigos e parceiros musicais de Raul, entre eles Paulo Coelho, o diretor Walter Carvalho tenta descobrir o verdadeiro Raul Seixas, além dos mitos.

Mas vocês devem estar se perguntando o que Raul e seus fãs tem a ver com as redes sociais, né? Bem, claro que esta afirmação do título é uma brincadeira, mas ela não está longe da verdade! No início da década de 1970, durante o auge do regime militar no Brasil, Raulzito estava no ápice da carreira, desafiando a censura com suas letras iconoclastas. Foi quando desenvolveu com Paulo Coelho sua teoria da “Sociedade Alternativa”, uma utopia libertária em compasso com a contracultura da época, com o mantra “faça o que tu queres, pois é tudo da lei!”.

Muito da cibercultura e do aspecto aberto e horizontal da internet se deve a este espírito libertário da contracultura. O livro From Counterculture to Cyberculture , de Fred Turner, professor de Comunicação da Universidade de Stanford, traça uma linha direta entre idealistas hippies que criaram o Whole Earth Catalog, espécie de ancestral em papel xerocado da internet, e a cultura digital que vemos hoje em dia. Estes hippies se apropriaram dos computadores e sistemas de comunicação criados pelos militares americanos na Guerra Fria para fazer valer a utopia de uma aldeia global conectada e colaborativa, onde todos pudessem produzir conteúdo e participar da sociedade com a mesma igualdade de condições.

Além dessa conexão simbólica, Raul Seixas, e principalmente seus fãs, exerceram na prática este senso de comunidade e troca colaborativa de conteúdo, pelo menos desde o começo da década de 80. Os fã-clubes do Maluco Beleza, principalmente o maior deles, Raul Rock Club, criado em 1981 por Sylvio Passos, gravam, garimpam e disseminam qualquer tipo de material sobre Raulzito, em fitas cassete, fanzines, CD-Rs e agora pela internet, criando ao mesmo tempo redes de relacionamento entre fãs de Raul espalhados pelo Brasil e o mundo.

Se seu corpo frágil não tivesse sucumbido aos excessos em 1989, talvez estaríamos vendo hoje o já senhor Raul Seixas soltando sua metralhadora giratória de poesia, sarcasmo e iconoclastia no seu blog, no Twitter, no Facebook, no YouTube… Há vários fakes, claro, inclusive um “oficial” @raulseixas, mantido pelo Raul Rock Club. E devido à imensa popularidade de Raulzito, gente de todas as classes sociais e de todos os lugares seguem trocando material e espalhando a filosofia libertária dele pela internet e por todos os tipos de mídias. Toca Raul!

Dez aplicativos para mulheres

Hoje nas redes sociais pululam poemas, declarações de afeto e imagens de flores para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Por aqui, nada mais justo que prestarmos a nossa homenagem trazendo uma seleção esperta de aplicativos para smartphones e tablets que tornem o dia a dia mais prático. A gente sabe que a mulher moderna não tem tempo a perder e na certa você já quer ir logo à lista para começar a baixar esses apps.

Mas antes, um dado importante: de acordo com pesquisa divulgada pelo Mashable, realizada pela Parks Associates, as representantes do sexo feminino manifestaram maior interesse em adquirirem tablets (18% delas, contra 15% deles) e smartphones (20% para as mulheres e 17% para os homens). As moças compraram uma média de 4,7 produtos eletrônicos em 2010, contra 4,2 dos homens. Este estudo também descobriu que, após adquirido o “brinquedinho“, a mulher se torna heavy user destes gadgets, engajando-se mais que os meninos em atividades relacionadas às mídias digitais. A mulherada caminha em direção dos seus objetivos com sensibilidade, determinação e força em uma mão e um bom celular com acesso à internet na outra. Vamos aos apps:

Period Tracker Lite: Para acompanhar o ciclo menstrual, saber os dias do seu período fértil e ficar mais atenta à TPM, este aplicativo gratuito é uma mão na roda. Evite surpresas desnecessárias da próxima vez que você sair linda de vestido branco!

The Weather Channel: Simples e essencial! Mulheres, mais do que ninguém, precisam saber o clima do dia seguinte para não sair de sapato novo em dia de chuva.

iShoes: 10 entre 10 mulheres são loucas por sapatos. Com este app você pode conferir mais de 50.000 modelos, dos designers mais badalados do mundo, sem desembolsar um centavo. Pelo menos no seu celular você poderá ter todos os Manolos, Loboutins e Miu Miu’s que você sonhar!

Stylish Girl: Este app é uma evolução daquela compilação de looks no computador que Cher, interpretada por Alicia Silverstone no filme “As Patricinhas de Bervely Hills”, usava para escolher o que usar. Com o seu smartphone você clica suas roupas, acessórios e sapatos, monta looks e se livra daquele bloqueio criativo na hora de se produzir para uma ocasião que pede um look arrebatador.

Easy Envelope Budget Aid: Este aplicativo de orçamento é perfeito para te ajudar a controlar gastos e economizar para seus futuros projetos (como trocar de carro ou comprar sua primeira bolsa Chanel, por exemplo), por meio de uma técnica de divisão de dinheiro por envelopes, em que você distribui seu salário em categorias e descobre o que esburaca o seu orçamento.

Calorie Counter: Neurose não faz bem pra ninguém, mas a gente sabe que é importante saber se alimentar direito e não passar da medida (ou pelo menos se controlar no dia seguinte daquela overdose de brigadeiro de panela). Este aplicativo funciona como contador de calorias e traz informações nutricionais para os alimentos.

Tomar Água: Com este aplicativo você não tem mais desculpas pra não tomar os sagrados 2 litros de água por dia!

Hello Baby – Pregnancy Calendar: desenvolvido pela Pampers, este app permite que você acompanhe, semana a semana, o desenvolvimento do seu bebê e as mudanças do seu corpo.

Apontador Postos: Se você é meio esquecida, este aplicativo te ajuda a evitar aquele mico de pane seca! Ele te mostrar a localização dos postos mais próximos e ainda te ajuda a escolher que combustível usar se o seu carro for flex, simulando o preço do abastecimento com álcool e gasolina.

Make Up: Este aplicativo é fantástico para simular o make e ver o que mais combina com você e a ocasião. É só fazer o upload de uma foto e simular virtualmente que produtos escolherá para a próxima produção.