absoluto

Em 2014, pense em conteúdo inteligente

No final de 2013, falamos sobre um movimento que mostra o início da debandada do Facebook, rede social que reinou absoluta nos últimos anos. Ninguém aqui tem e pretensão de ser Nostradamus e decretar o fim do império de Zuckerberg. Mas uma coisa é fato: a gente precisa se reinventar (de novo!) porque quase nada nessa vida dura pra sempre. E o momento ideal é agora que o ano novo está começando!

Muitos já estão pensando em como criar conteúdo de marcas e de publicidade para estas novas plataformas que começam a dividir os olhares e a atenção dos públicos, mas será que o público quer ver esse conteúdo? E como deve ser esse conteúdo para que interesse a estes olhos já saturados de publicidade que parece preencher todos os lugares e momentos do dia? O Instagram e o Pinterest já estão começando a inserir conteúdos patrocinados, com muita discrição e cuidado para que seja relevante para quem vê. Mas será que é possível criar conteúdo publicitário para o WhatsApp e o SnapChat, serviços de mensagens privadas? Sim, nos tempos gloriosos do MSN havia banners de propaganda no aplicativo de mensagens instantâneas da Microsoft, mas quantas vezes você se lembra de ter clicado para ver do que se tratava?

Talvez no fundo não só o Facebook esteja saturado, é o modelo de publicidade “total”, invasiva, que ocupa todos os espaços que nossos olhos focalizam e clamam por alguns segundos da nossa atenção, que está estressando o consumidor. Um conteúdo menos intrusivo, construído com mais inteligência para atingir em cheio o público, e que comunique mais do que apenas a marca que pretende divulgar, parece ser um caminho, citado por muitos dos profissionais citados no Scup Ideas. Tentar ocupar todas as plataformas ao mesmo tempo não parece ser uma boa estratégia. Como usuários, não gostaríamos de ter marcas invadindo, por exemplo, nossas conversas no WhatsApp, como podemos nos irritar com publicidade “gritando” aos nossos olhos no metrô, no elevador, antes de vídeos do YouTube, ou chegando via SMS.

Mas se encontrarmos conteúdo interessante e que faça a diferença na nossa vida, que conte histórias, tenha personagens com quem nos identificamos, vamos parar pra ver de verdade. A plataforma pode ser o bom e velho blog, que continua forte, com as vantagens de ser uma plataforma na qual você pode ter todo o controle e, com o novo algoritmo de busca do Google, o Hummingbird, deve privilegiar o conteúdo de qualidade e que dialoga com o leitor. E também pode ser um aplicativo mobile bem feito, um hotsite interativo com vídeo em HTML5 ou mesmo o Instagram e, porque não, o Facebook. Mas não apenas o Facebook, e não só porque é o Facebook, mas como parte de uma estratégia bem definida. O Facebook continuará por muito tempo sendo fundamental, por exemplo, para o SAC 2.0, outro componente de uma estratégia de mídias sociais que veio pra ficar.

O Storytelling, que há algum tempo se desenha como tendência, talvez seja a “cola” que vai unir essa estratégia de conteúdo, e para te inspirar a arregaçar as mangas e começar seu planejamento de conteúdo para mídias sociais em 2014, compartilhamos uma ótima apresentação sobre “Como Contar sua História do Jeito Certo em 2014” (em inglês), feita pelo especialista em social media Gary Vaynerchuk. No próximo post, vamos falar um pouco sobre outra rede que a gente está apostando, o Google Plus. Fique ligado!

Bom 2014 para todos nós! :-)